DISCOGRAFIA


Língua ao Vivo
1995
Devil Discos
FDS 047

1. Gostosa (Laert Sarrumor)
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2. Rap Hour [Retrato de um ídolo] (Laert Sarrumor)
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3. Os metaleiros também amam (Carlos Melo - Ayrton Mugnani Jr.)
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4. Fim de século (Carlos Melo - Guca Domênico)
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5. Régui espiritual (Laert Sarrumor)
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6. Conformática (Laert Sarrumor)
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7. O cangaceiro cibernético (Laert Sarrumor)
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8. Xingu blues (Carlos Melo - Laert Sarrumor)
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9. Eu quero gravar meu disco (Edvaldo Barreto)
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10. Deusdéti (Carlos Melo)
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11. Mantenha a sua direita (Laert Sarrumor)
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12. Grito (Laert Sarrumor)
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13. Fado da falência (Carlos Melo - Guca Domênico)
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14. Tudo para o Paraguai (Cézar Brunetti)
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15. Velhice precoce [Burrice precoce II] (Laert Sarrumor)
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1. GOTOSA
(Laert Sarrumor)

Do início ao fim, ela sempre foi o meio
É o centro do universo, mas seu nome é muito feio
Ela não é bonita, até que é bem feinha
Mas a todos ela excita, se está dentro da calcinha

O homem pra nascer, por ela é que entra
Depois de nove meses, quase que ela arrebenta
Acontece esse desastre, se o parto é normal
Mas apesar desses detalhes, o prazer é total

refrão: Gotosa, gotosa
Ela é a tal, ela é poderosa (2 vezes)

Ela deve ser servida bem quente e molhada
Sempre foi a preferida de toda a rapaziada
É boa de se ver, é boa de pegar
É boa de comer, melhor mesmo é chupar

Se ela se insinua, dá o maior tesão
Não precisa nem estar nua,
Mesmo dentro de um calção
Mas assim no tete a tete, cabeluda e arreganhada
Pra quem não é tiete, pode ser uma roubada

refrão: Gotosa, gotosa
Ela é a tal, ela é poderosa (2 vezes)


2. RAP HOUR
(Laert Sarrumor)

- Aí, mano !
- Aí, bró !
- Valeu, mano!
- Valeu, bró !
- Vamo arrepiá um RAP
- Rap End, Rap Hour, Rap Birthday
- É Hip, Hip, Hop
- Hurra ! (2 vezes)
- É isso aí, meu irmão, o seu ídolo de hoje
amanhã será a sua execração.
- Quem chupou Jorge Ben hoje cospe o caroço.
Nessa terra de ninguém, NÃO DÁ PRA SER BOM MOÇO!

RETRATO DE UM ÍDOLO
(Laert Sarrumor)

Eu nunca fui preso, nunca fui torturado
Eu nunca vi mesmo a morte do meu lado
Eu nunca briguei, nunca fui exilado
Nem nunca levei porrada de soldado

refrão: Será que mesmo assim você me aceita?
Será que mesmo assim você me acata?
Será que mesmo assim você me respeita?
Será que mesmo assim você me idolatra?

Eu nunca fui junky, nunca fui um drogado
Nem heavy nem punk, nunca fui rotulado
Eu nunca cheirei, nunca fumei baseado
Eu nunca bodeei, nunca fui aplicado

refrão: Será que mesmo assim…

Eu nunca fui gay, nunca fui do babado
Eu nunca trepei no capô de um carro
Eu nunca acampei, eu prefiro um quarto
Mas nunca falhei, eu garanto o meu lado

refrão: Será que mesmo assim…

Eu nunca fui rei, nunca fui coroado
Nunca me lancei, nunca fui candidato
Nunca freqüentei lugares badalados
E nem precisei que me dessem atestado

refrão: Será que mesmo assim…


3. OS METALEIROS TAMBÉM AMAM
(Ayrton Mugnaini Jr. e Carlos Melo)

Foi no começo do show do AC/DC, lá no Rock’n Rio
Que eu a conheci e me encantei
Ela dançava feito uma paranormal, ao som daquela banda de heavy metal
Eu me apaixonei

Foi uma espécie de amor a primeira vista, a pesar de ela ser um tanto narcisista
E new-wave demais pra minha cabeça
Com tudo isto, eu lhe dei respeito à beça
Lhe disse que curtia o B52 e fomos ao McDonald’s depois

refrão: Os metaleiros também amam, meu amor
Os metaleiros também amam, sim senhor (repete)

Mas nosso amor por pouco tempo duraria,o bem querer se transformou em baixaria, o por quê eu não sei
Ela deu pra andar com o seu dedo em riste
E me rasgou quatro posters do Judas Priest
Eu não suportei

E taquei fogo em sua coleção dos Beatles
E em todos compactos do Sex Pistols, nem sequer poupando os discos do Clash
Eu quero mais é que ela vá pra Marrakesh, e que por aqui não mais retorne
Pra eu curtir em paz meu Ozzi Osbourne

refrão: Os metaleiros também amam, meu amor
Os metaleiros também amam, sim senhor (repete)


4. FIM DE SÉCULO
(Carlos Melo e Guca Domenico)

Fim de século é a Madonna
É um CD do Philip Glass
É ter nostalgia do Yes

Fim de século é o Homem-Gabirú
O urso da Ciciolina
E o McDonald’s na China
Fim de século é simplesmente fim de século

Não é pobreza não é opulência
Não é religião nem é ciência

O negócio é criar um tipo, a paixão está perdida
Imunodeficiência adquirida

Fim de século, caiu o muro de Berlim
O Leste não é mais vermelho
Fim do século é ler
Paulo Coelho


5. RÉGUI ESPIRITUAL
(Laert Sarrumor)
Regue sua alma
Lave seu espírito
Com límpidas, translúcidas
Bolhinhas de amor
Solte-se, oh! solte-se
Pulsação e ritmo
Novo produto místico
Bolhinhas de amor
Não importa se Gita ou
Tabela Price
Cabalísticos dólares injetam o torpor
Propala-se a fome em nome dos deuses
São contas de vidro, sonhos coloridos
Bolhinhas de amor
Hare Deus meninos,
vinde, vinde
Pague dois, leve três
É só mais desta vez, oh!
vinde, vinde
Juros abençoados,
Corretores sagrados vendem a prestação
Seu terreno no céu, edifícil Babel,
Preço de ocasião
Hare Deus meninos,
vinde, vinde
Pague dois, leve três
É só mais desta vez, oh!
vinde, vinde


6. CONFORMÁTICA
(Ayrton Mugnaini Jr.)

Maria da Conceição é o nome da minha querida filha
Mas é melhor mudar para Dorothy
Porque computador não tem acento nem cedilha

Computador é resultado do progresso
Mas me parece que no fundo isso é conversa
Computador nasceu pra ajudar a gente
Mas no fim acabou sendo vice-versa

Informatização, informatização
A máquina evolui, o homem fica paradão
Informatização, informatização
A gente se deforma e se conforma com razão

Errar é humano eu sei
A gente é imperfeito de dar dó
Computador é muito mais perfeito
Inclusive sabe errar muito melhor

Mas não me chame de reaça ou saudosista
Computador é bom dentro dos conformes
Se acaba a força ou pára o terminal
A gente vira pro outro lado e dorme

Informatização, informatização…

Não tô mandando que você queime seus cartuchos de videogame
Só te lembro de não esquecer de que quem tem de jogar é você

Eu falo bem do que eu acho bom
Só no que eu acho ruim de pau eu caio
Esta sanfona é computadorizada
Tem um som bom e não dá bico de papagaio

Mas tem muita gente por aí que só aperta o botão e deixa tocar
Música feita só por computador
Acho que só computador pode gostar
Informatização, informatização…


7. O CANGACEIRO CIBERNÉTICO
(Laert Sarrumor)

Virgulino Lampião, cangaceiro arretado
Dono de muitas mansão, e chefe de consulado
Primo-irmão de Corisco, outro cabra bem safado
Participou do confisco que prendeu nossos cruzados.

Namorou Zélia Cardoso, mas nunca foi acusado
De embuchar a ministra, mesmo sendo matriculado
Por muitos anos na escola de Raimundo Nonato
Mas baforou com Catifunda, isso sim é que é um fato.

Dom Pedro e Elba Ramalho, ganharam o Brasil no grito
Debret pintou no pedaço, ficou deprê e achou bonito
Zezé Mota sua irmã, linda negra melodia
Pegou no cipó de Tarzan, e virou Xita da Silva.

Nos morro do Rio se trava, grande Guerra de Canudo
Canudo deixa travado, e a brisa isola o absurdo
E essa guerra de quadrilhas, pra completar o processo
Se trava é em Brasília, na CPI do Congresso.

Essa melodia parece, com muitas que vem de riba
Raulzito e Alceu Valença, já tomaram essa bebida
Gonzagão e Elomar, Debussy e Axi Rose
Uns cabra cria até bode, e os outros só faz é pose.

Stive onde o cantador, maravilha a platéia
Lá o Ray cego é cantor, Charles Anjo na boléia
Do caminhão do Faustão, Caravana Rólidei
Bye, bye, sorry periferia, Betty Faria mas não fez.


8. XINGU BLUES
(Carlos Melo - Laert Sarrumor)
Tiveram a manha de me emancipar
Sabe como é, eu era índio no Pará
Aí pintou toda aquela transação
Era Funai, Fazenda e demarcação
A nossa tribo Ubajara se alterou
Nosso cacique comprou um televisor
Até o pajé, que curtia misticimo
Se converteu, de cara, pro catolicismo
Xingu, Xingu, Xingu
O índio já tomou
E agora até trocou
O tupi pelo I love you
Xingu, Xingu, Xingu
O índio já tomou
E agora até trocou
A Iracema pela lady Zu
A minha irmã
foi trabalhar na Zona
Franca de Manaus,
no comércio de japona
Peri, meu mano, é campeão de fliperama
Meu pai é revendedor dos produtos da
Brahma
E se não fosse
o milagre brasileiro
Os meus parentes inda eram seringueiros
E eu não seria presidente da Brazil United
Corporation
Bauxita and Steel
Xingu…


9. EU QUERO GRAVAR MEU DISCO
(Edvaldo Barreto)

Eu quero gravar meu disco, eu quero gravar meu disco
Por isso vou pra São Paulo, pois quero gravar meu disco
Eu quero gravar meu disco, eu quero gravar meu disco
Pois chegando em São Paulo eu quero gravar meu disco.

Le-rê, le-rê
Lerê, lerê, lerê…

Foi com dinheiro ganhado que eu parti pro compromisso
Fui em todas gravadora pra orçamentar meu disco
Eu passei na Chantecler, passei na Continental
Na Ariola e na Som Livre, Polygram e RCA
Mas foi na Transamérica que eu vim mixar meu disco.

Le-rê, le-rê
Lerê, lerê, lerê…

Eu já estava de saída, mas fiquei feliz da vida
De repente pegou fogo em todo aquele lugar
Os bombeiros demoraram e eu ali desesperado
Querendo salvar meu disco, consegui salvar um só
Chamuscado fui pra casa, pus o disco na vitrola

E o disco tava riscado, e o disco tava riscado
E o disco tava riscado…


10. DEUSDETI
(Carlos Melo)

Acho que foi num dia de São João Batista que conheci Deusdéti
Nesse tempo eu já era Marquexista e ela ainda ia em discoteque
Tentei de tudo, até lavagem cerebrár, meu saco tá que não guenta
Mas nem o Pinochet é tão radicar.Êta muiézinha lazarenta
Igual Deudéti, juro por Deus, não existe
A marvada só lê Capricho e livro da Agatha Cristie
Além do mais é metida a grã-fina, adora homem com
Fedor de gasolina que sina, que sina,
Em veis de ela estudá os pobrema da guerrilha urbana
só quer saber de escuitar música americana estrambólica
Também, a mãe é da liga das Senhoras Católicas
E o bode véio do pai é da Opus Dei
Não sei, não sei
Como é que eu vou sair dessa enrascada
Só se eu pegar o pai e mãe da danada e fazer papér de fachistão:
vendar os óios e carcá fogo num paredão
Só que eu tô ficando cheio de fole, virando um caboclo de coração mole
No lugar de apoiar a luta armada, fico fazendo verso pra namorada
Mas pra encurtar o caso, que nóis aqui temo prauzo prá terminar vamo cantar.)

Se o nosso amor for logo, logo pras cucuia
A curpa é tua Deudéti
Enquanto eu falo o tempo todo em Che Guevara
Ocê freqüenta o “Tamatete”

Se o meu partido desconfiar qu’eu te namoro virge, porca miséria
Vamo passar toda nossa Lua-de-Mel quebrando gelo na Sibéria

Não pude, não pude
Não pude ir jantar com você no Maquesude

Ocê só pensa em champanhe, caviar e noutros produtos chiques
Esquece sempre que o seu futuro noivo é do Partido Bolchevique
Tem certos dias que me dá um nó na garganta
Daqueles bem morfético
Porque você rejeita o materialismo dialético

Não pude, não pude
Não pude ir jantar com você no Maquesude


11. MANTENHA A SUA DIREITA
(Laert Sarrumor)

Eu comprei um busum clandestino, e pus no destino
Da Vila Nova Cachoeirinha (coro: “Chuá, chuá…”)
Escalei a minha senhora pra ser a cobradora
E nunca sair da linha (coro: “Vê lá, vê lá…”)

Mas pra minha agonia, pelo retrovisor eu via
Ela dar mole pra outros homens
Saí fora de mim, tal qual Bira e Yasmim
Desferi-lhe vinte golpes

Mas não com uma tesoura, eu sou um machista laite
Desci o braço na patroa, mas ela acordou mais tarde

Quando um homem ama uma mulher, tudo o que ele quer
É nunca ser chifrado
Caso isso aconteça não perca a cabeça
Dê porrada com cuidado

E hoje nós vive feliz, tudo o que a gente quis
Já foi conquistado (coro: “Obá, oba…”)
Uma mulher quando recebe o que deve, ela não se atreve
A olhar mais pros lado (coro: “Não dá, não dá…”)

Recebendo os vale-transporte, ela sabe que a morte
Pode estar ao seu lado
Na hora de passar o troco, se ela me deixar louco
Sabe qual é o resultado

Mas nunca com uma tesoura, não se deve ser covarde
Por mais que ela seja à toa, bata sem fazer alarde

Quando um homem ama uma mulher, tudo o que ele
É nunca ser chifrado
Caso isso aconteça não perca a cabeça
Dê porrada com cuidado


12. GRITO
(Laert Sarrumor)

Nós somos uma geração sufocada
Nós somos uma geração revoltada
Nós não nos conformamos com os mandos
E desmandos do governo

O governo quer poder
O governo quer poder
O governo quer poder, o governo quer foder
Com todos nós ao mesmo tempo


13. FADO DA FALÊNCIA
(Carlos Melo e Guca Domenico)

Lá nas terrinhas portuguesas, eu nunca fui um milionário
Por outra eu tenho a certeza que eu nunca fiz papel de otário

Vim pra São Paulo de trambique, pra trabalhar nuns biscatinhos
Fugindo lá de Moçambique, saí da guerra de fininho

Montei depressa uma cantina especialista no tremoço
Abria às sete da matina, fechava na hora do almoço

refrão: Foi um fracasso financeiro, arruinou-se o capital
Confiscaram meu dinheiro, não pude ir para Portugal (2 vezes)

Mas Santo Antonio m’ajudou, ganhei no bingo vinte bi
Montei firma de aquecedoire no interior do Piauí

Veio a falência me arrasaire, iera cubrança noite e dia
E quando fui me suicidaire, ieu arrendei uma padaria

Já depenei uns cem franguinhos, nas minhas mãos fez até calo
Cá no Brasil ninguém toma vinho, só tomam o rabo do galo

refrão: Foi um fracasso financeiro, arruinou-se o capital
Confiscaram meu dinheiro, não pude ir para Portugal (2 vezes)

Tirei da manga outro valete, utilizando o raciocínio
Montei lá na Alameda Glete uma casa de lenocínio

A freguesia se esbaldava com aquelas noitadas de orgia
Uns cem escudos eu cubrava, já incluindo a cumpanhia

Que despautério, ai-ai, Jesus! Feicharam-me as portas, que lástimas
Porque dei nome ao rendez-vous de Nossa Senhora de Fátima


14. TUDO PARA O PARAGUAI
(César Brunetti)

Um vídeo de quatro cabeças você encontra no Paraguai
Um Ballantines doze anos é feito em um mês só no Paraguai
Os carros que aqui são roubados
São encontrados lá no Paraguai
Nada existe de mais falso que um brasileiro
Cantando em Paraguai

Esta noche me roubaram a Paraty
Levaram pra fonteira para depenar
Lá tem una feira tupy-guarani
Pode cocaína, pode guaraná

Tem tênis Reebock made in Hong Kong
Sanyo, Mitsubishi lá de Corumbá
Ponte da Amizade onde tudo pode
Pode cocaína, pode guaraná
Ponte da Amizade onde tudo passa
Caminhão e Kombi, Brasília e Passat

refrão: Contrabando vem, Contrabando vai
E a gente vai levando, carregando tudo
Para o Paraguai (3vezes)


15. VELHICE PRECOCE (BURRICE PRECOCE II)
(Laert Sarrumor)

A introdução é igual, mas a música é diferente
Pra você ver que afinal nós somos os mesmos mas andamos na frente (repete)

Eu não sou um rapaz normal, continuo bem taradão
Na hora de fazer amor, não preciso nem mais de um colchão
Faço amor direto com a televisão

Sempre fui um maridinho carinhoso, tive alguns problemas conjugais
Minha mulher não me dirige a palavra, pelo menos vivemos em paz
Eu cortei a língua dela, ela não fala mais

(falado: - E por falar em língua, em comunicação, tenho contatado que…
ah, deixa pra lá!)

A introdução é igual, mas a música é diferente
Pra você ver que afinal nós somos os mesmos mas andamos na frente (repete)

O sucesso não nos modificou
Mesmo porque não fizemos sucesso
Mas o público nunca nos largou
Vocês são o máximo e o resto é o resto (repete)

Ficha Técnica:

Unidade móvel de gravação: Estúdio “Soundvision” ( digital). Engenheiro de som e produtor: Alex Vydala. Engenheiro assistente: Junior Aragaki. Assistente de produção: Neide Damasia. Cobertura de Estúdio e Mixagem Alejandro Marianov / Douglas Aro / Alex Vydala. Palpites: Laert Sarrumor. Assistente de produção; Neide Damasia. Capa e Encarte: Arnaldo Escolano / Marcos Zizare / Hermes Jurkowitsch. Foto da Capa: Ricardo Rojas. Fotos do Encarte: Walter Moraes.
FICHA TÉCNICA DO SHOW “FIM DE SÉCULO”
Direção: Carlos Alberto Soffredini. Figurinos: Fábio Namatame. Textos e Roteiros: Laert Sarrumor. Luz: Soffredini e Alan Kardec
( concepção ) Alan Kardec ( operação ). Som: Carlos Roberto Marques ( Betão ) Contra-regra: e divulgador: Laerte Vicente. Assessoria de Imprensa: Myrian Christofani. Administração: Vivaldo Andrade. Produtor fonográfico: Devil Discos. 1996. Prensado em Miami - USA.


 

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