DISCOGRAFIA


Vinte e Um Anos Na Estrada
2000
Dabliú Discos
DB 0078

1. Vinheta de Abertura (Dá nela) (Ary Barroso - Francisco Alves)
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2. Plano Diabólico (Guca Domênico - Laert Sarrumor)
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3. Força do Pensamento (Carlos Melo)
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4. O Homem da Minha Vida (Ayrton Mugnaini Jr.)
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5. Quem Ama Não Mata (Guca Domênico)
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6. Ai, Que Vontade! (Laert Sarrumor)
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7. Movido a Alcool (Laert Sarrumor)
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8. Cagar é Bom (Laert Sarrumor)
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9. Ouriço na Vila (Carlos Melo - Guca Domênico)
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10. Bartolo Bar (Carlos Melo)
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11. Na Mourato (Carlos Melo - Laert Sarrumor)
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12. O Cookie do Meu Bem (Laert Sarrumor)
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13. Country os Brancos (Carlos Melo - Lizoel Costa)
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14. Polca Duca (Cézar Brunetti)
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15. Piruzinho (Laert Sarrumor)
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16. Funk do Bilau (Carlos Melo)
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17. Rap End (Laert Sarrumor)
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18. Concheta (Carlos Melo)
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Texto “Bicho Grilo”





1. VINHETA DE ABERTURA
Música “DÁ NELA”, de Ary Barroso, com Francisco Alves, gravação de 1930


2. PLANO DIABÓLICO
Guca domenico/Laert sarrumor
1981

Eu sempre fui bem louco e romântico
Mantendo a aparência sorumbática
Porém, nunca neguei meu lado cômico (hé-hé!)
Eu nunca fui destaque em matemática
Apesar de estar muito raquitico
Não pus a culpa na macrobiótica
Curti a minha fome dialética
Olhando tudo com olho político
Papai queria que eu fosse “filósafo”
Mamãe dizia que eu seria médico
Vovó pensando que eu fosse barítono
Pedia sempre que eu cantasse ópera, ópera, ópera…
Mas o destino foi um tanto irônico
E soube a hora de fazer a crítica
Assim, para tirar o meu estímulo
Me deu uma lição um pouco ácida
Forjaram uma noite de autógrafos
Brilhante como um flash fotográfico
Disseram que eu era magnífico
Famoso como um líder metalúrgico
Falei para milhares de repórteres
Sem perceber que aquilo era sátira
Eu nunca cogitei dessa hipótese
Papai me enganando como um estúpido
Eu acho que o meu vôo de Ícaro
Foi ser outro Caruso tão anêmico
Agora percebi que fui a vítima
De um plano audacioso e diabólico
Armado por um cara que sem dúvida
É primo ou irmão do Marcos Lázaro…


3. FORÇA DO PENSAMENTO
Carlos Melo
1983

Minha namorada
Eu vim lhe confessar
Que eu tenho câncer
No duodeno e no pulmão
Isso não é nada
Vamos comemorar
Pois eu tenho quinze
Dias de vida, coração
Eu aprendi a dar valor ao essencial
Como a uma flor e a um bom disco do Simonal
Por isso eu peço
A você
Leia o Acendedor da Seicho-No-Iê
Leia o Acendedor da Seicho-No-Iê
(É melhor que CVV…)


4. O HOMEM DA MINHA VIDA (Trecho)
Ayrton Mugnaini Jr.
1983

Como é bom ser livre pra voar
E conhecer o amor e seus mistérios
Mas você não tinha que casar
Seu único jeito agora é o adultério
Não fui assistir seu casamento
Porque o centro de atenção ia mudar
Não quis estragar esse momento
Não fui pra ninguém me ver chorar
Hoje no meu título de eleitor
Está escrito lá que eu sou solteiro
Mas isso é mentira, meu amor
Só penso em você o tempo inteiro
A paixão e o desejo me consomem
Você também se sente consumida
Mulher de amigo meu pra mim é homem
Por isso, você é o homem da minha vida…


5. QUEM AMA NÃO MATA (Tango do Bidê)
Guca domenico
1980

Encontrei minha mulher com seu amante
Na minha cama, com meu pijama de bolinhas
E gritei: Alto lá seu cafajeste! Pode ser que ela não preste
Mas o pijama é meu!
Foi a minha mãe quem deu, mamãe, mamãe
Venha ver a sua nora
Ela sempre me ignora
Depois grita o dia inteiro
Só pra me deixar cabreiro:
Eu vou dar pro tintureiro, eu vou dar pro leiteiro
Eu vou dar pro padeiro, vou dar pro carteiro
Pro rapaz da NET, pro entregador de pizza…
Quando vi mulher naquela pose
Eu dei um close, depois não pude me conter
Seu amante, pendurei-o num cabide
Para evitar o revide
Que pudesse ocorrer
Mamãe, mamãe, e agora?
Sua nora eu afoguei lá no bidê
Agora, ela fica resmungando
E as vezes, borbulhando, ainda ouço ela dizer:
Eu vou dar pro encanador (glub, glub, glub…)
Eu vou dar pro homem da SABESP, eu vou dar pro escafandro
Eu vou dar pro Fliper…


6. AI, QUE VONTADE!
Laert Sarrumor
1994

refrão: Ai, que vontade!
Que vontade que dá, que dá, que dá
Eu já fico tenso, quanto mais eu penso
Só pensar em pensar (repete)

Eu quero funhenhá, oi
Eu quero furunfá, ai
Quero dá um picote, fungá no cangote
Eu quero me esbaldá
Quero dá uma bimbada, oi
Um tapa na marvada, ai
Quero fazê fuc-fuc, botá o palhaço pra descabelá

refrão…

Quero afogá o ganso, oi
Gasalhá o croquete, ai
Espocá a cilibina, esfolá a perseguida
Ficá maluquete
Eu quero dá um piço, oi
Sem nenhum compromisso, ai
E molhá o biscoito, ficá bem afoito
Sustentá o meu vício

refrão…

Quero escondê a cobra, oi
Comê carne mijada, ai
Prová do bacalhau, oi
Quero amolá o ferro, ai
Afiá o canivete, oi
Balançá a roseira, ai
Quero trocá o óio, oi
E queimá a palhinha
Ai, que vontade
Que vontade que dá!


7. MOVIDO A ÁLCOOL (Heavy-Pagode-Etílico)
Laert Sarrumor
1995
Não me lembro se eu te comi
Não me lembro se foi só um sonho
Eu tava muitcho doidão
No meio de um porre medonho
Parece que você gostou
Parece que eu curti também
Ou foi só imaginação
Na real ninguém comeu ninguém
Bem que a gente podia
Se encontrar numa boa
Caretas e meio sem jeito
Teenagers gargalhando à toa (ah-ah!)…
Vira e mexe se busca
Fugir de uma vidinha comum
Mas mesmo chamando atenção
No final a gente só é mais um
A gente bebe pra ser diferente
Depois bebe porque é igual
Até que surge em nossa frente
Uma pessoa especial
Bem que a gente podia
Não perder esse contato
Não importa o que rolou
Ainda dá pra ser o maior barato…


8. CAGAR É BOM
Laert Sarrumor
1988

Cagar é bom quando a gente tá em paz
Ouvindo na água o som
Que a merda caindo faz
Cagar molinho, cagar durinho
Cagar soltinho
De qualquer jeito, de qualquer maneira
Até quando é caganeira
Cagar é bom, é muito bom
Cagar é bom demais…


9. OURIÇO NA VILA
Carlos melo/Guca domenico
1982

Eu fui à Vila Madalena apanhar minha pequena
Prum programa legal, pegar uma tela e o escambau
E na Fradique Coutinho entrei lá no Sujinho
Pra me ambientar, a inteligenzia toda lá
E quando fui entrando, fui logo morando
Um papo diferente, na mesa de um livre docente
Ele defendia uma tese esdrúxula, paradoxal:
- Levando-se em conta o alcoolismo crônico de Scoth Fitzgerald
E a homossexualidade imanente de Proust
Temos, pois, que E é igual a MC ao quadrado, morô?
Me encostei no balcão e feito um espião observei o alarde
Só dava Freud e Thomas Hardy
Eu fui me irritando, e o papo piorando
Pura citação, de Baudelaire até Platão
E tome Kurosawa, e tome James Joyce
E tome Hemingway, é tanto nome que nem sei
Saí meio grogue, chamando Van Gogh de Galileu Galilei
Jorge Goulart de Nora Nei
Eu sou um erudito de alto gabarito intelectual
Leio Camões no original
Sou pós graduado, formei-me advogado pelo telefone
Via Embratel pela Sourbone
Assino o Estadão, sou da oposição
Abaixo o sistema, já critiquei até cinema
Eu vou em gafieira, me amarro no Gabeira
E tô desempregado
Um dia eu chego a Jorge Amado
Voltei àquela bodega com uma raiva cega
E cuspindo prego
Me alteraram o super-ego
E fui logo citando, no estilo Marlon Brando
Uma frase em latim:
- Homus obispus James Dean
Os caras se borraram e já me contrataram para lecionar
Como professor titular
Na universidade da nossa cidade
O idioma latino
- Data vênia, Hare Krsna, como anda bem o nosso ensino!


10. BARTOLO BAR
(Una canción en lo más perfecto portunhol)
Carlos melo
1982

Bartolo Bar a media luz, una porraloca me seduz
Hasta me enfeitiçar
Bartolo Bar de mi amor, una empanada de couve-flor
E una cerveza pra entornar
Stalin, Trótsky y Mao
Son tratados por igual, sin ninguna destincion
Porque o que vale em Fradique
És ser mismo beatnik, abajo la revolucion
Io penso mismo que não hay un ser humano
Igual ao fulano que habita la Vila
Porque en la noche, elle que és un farrista
En la manhana seguinte se tuerna un naturalista
Por esto mismo és tan difícil definí-lo
Elle que seguramente tiene un estraño estilo
Pero se vires alguién de sandália havaiana
A fumar marijuana
Estás delante de un bicho-grilo


11. NA MOURATO
Laert Sarrumor/Carlos melo
1998

refrão: Como tem teen
Como tem teen, oi, oi, oi, oi, oi, iô
Como tem teen
Como tem teen na Mourato

O arquiteto que só falava em Bauhaus
E que tava sempre maus
Muito louco de barato
Fez um projeto lá pro governo do estado
Foi pro secretariado
Virou um grande de um chato
O militante, o maior dos trotskistas
Sumiu e não deixou pistas
Parece que foi pro mato
Mas há quem diga que um dia ele foi visto
Numa Assembléia de Cristo
Fica registrado o fato

refrão…

O cineasta, pós-graduado na Eca
E que da cinemateca
Era um verdadeiro rato
Hoje é da Globo, amigo do Falabela
Dirige telenovela
Até já assinou contrato
E agora eu, que vivia no Sujinho
Só na pinga com caldinho
Me incluo no relato
Mudei da Vila, nunca mais quis ser odara
Leio escondido a Caras
Levo os filhos na Mourato

refrão…

Eu sempre fui da Vila um cidadão respeitado
Hoje eu fico na fila do Santa casa e sou barrado (repete)


12. O COOKIE DO MEU BEM
Laert Sarrumor
1998

Fui passear com a namorada no shopingui
Mulhé arretada qué comprá tudo o que vê
Despois de gastá toda grana em bestage
Me disse: “Bem, tô cum vontade é de cumê!”
Olhei pros lado e vi uns biscoito esquisito
Bem torradinho, redondinho como o quê
O tal negócio se chamava era cookie, tinha vários sabores
Pra gente escolhê
Quis agradá meu bem com aquele biscoitinho
Perguntei foi com carinho:
- Qual é que tu vai querê?
Que cookie você qué?
Que cookie você qué, meu bem?
Chocolate ou crocante, diga logo nesse instante
Que cookie lhe convém?
Que cookie você qué?
Que cookie você qué, meu bem?
Diga logo, sem demora
Você sabe que na hora
O cookie você tem


13. COUNTRY OS BRANCOS
Carlos Melo/Lizoel Costa
1983

Meu sonho era ir pro velho oeste
Dar uns tiros de pistola e de canhão
Fazer tudo o que o John Wayne fazia
Com as filha dos cacique valentão
Meu sonho era ser um texano
Dos bem bacano, o xerife mais temido
Daqueles que chega em casa e beija o cavalo
E na muié finca um tapão no pé do ouvido
Me lembro dos meus tempos de pixote
Nóis ia no cinema de domingo
Pra ver aqueles filme engajado
Dólar furado, Batmasterson e Ringo
O Rin-Tin-Tin era um big de um artista
Era racista, só mordia as indiarada
Porque nos filme bang-bang que se preza
Pele-vermelha sempre vira carne assada
Tirei passaporte pro Arizona
Meu sonho ainda era ser caubói
Quando cheguei nos estados unidos
Fui recebido com as honra de um herói
Xerife me deu um revólver de prata
E disse: “Mata quantos índio ocê quiser
Porque aqui o cabra que matar mais índio
Tem por troféu a mais formosa das muié!”
Fui dando tiro a torto e a direito
Matei uns dez indígenas medonhos
Casei com um muierão de sete parmo
Depois mais carmo vi que tudo era um sonho
Eu nunca fui caubói no Arizona
Tô em Rondônia faz uns quatro mês ou mais
Não devo nada pros caubói que tem no Texas
Pois ando armado, a serviço da Funai
Não devo nada pros caubói que tem no Texas
Moro em Brasília e sou filhinho de papai


14. POLCA DUCA (Melô do Bráulio)
Cézar Brunetti
1982

Pálido, flácido, púdico e gentil
Ele é tão tímido, árido, preso no covil
Mas quando vê aquela tanga, aquela lomba, aquela bunda
Já se encanta, bota banca, tira a manga e sai da sunga
E fica rápido, rígido, ávido e feroz
E assim diria se tivesse o dom da voz:
Patrão me dê o direito de escolher a minha trilha
Isso é pior que a solitária, eu quero a chave da braguilha
Eu só apareço em consultórios pros exames de rotina
E nos mictórios, que vexame, aquele cheiro de urina
Eu quero espaço pra balançar
Quero a luz do sol
Eu quero ter a cor do senhor
Quero tudo igual
De que me vale ser o artista principal
E ver a atriz só no final, sem meias, cintas
Sutiãs e lingeries
Eu quero ser feliz, dar um bis quando eu desejar
Mas quando eu não quiser é favor não me incomodar
Que eu faço greve e vou morar atrás do saco, enfiado num buraco
Que o patrão não vai gostar
Eu faço greve e vou morar atrás do saco, enfiado num buraco
Que o patrão não vai gostar…


15. PIRUZINHO
Laert Sarrumor
1989

Ai, ai, ai, ai
Meu piruzinho
Ai, ai, ai, ai
Tá doentinho
Precisa operar
Precisa operar
Ai, ai, ai, ai, ai, ai…


16. FUNK DO BILAU
Carlos melo
1997

refrão: Au, au, au
Cortaram meu bilau (4 vezes)

A mulher de hoje em dia
Também quer ter um bilau
Pois bem sabe que com ele
Melhora o seu know how
Isso é coisa de maluco
Um negócio anormal
Mulher nasceu da costela
Não de um pedaço de pau

refrão…

Mandei fazer uma camisinha
Com proteção especial
Toda feita de amianto
E folheada de metal
Carrego um balde de gelo
Não importa o local
Se cortarem meu bimbinho
Levo logo pro hospital

refrão…

E se eu vejo uma faca
Fico fora do normal
Protejo meu bingulim
Saio fora do punhal
Eu não sou bobo nem nada
Fujo sem deixar sinal
Quero o meu peru sadio
Pra brincar o carnaval

refrão…


17. RAP END
Laert Sarrumor
1988

(bateria de boca)
- Que é que tu qué, bixim?
- Jabá, jabá
(bateria de boca)
- É uma house portuguesa com certeza
- É com certeza uma house portuguesa…
(bateria de boca/”scrash”/bateria de boca)
- Bate o pé, bate o pé, bate o pé
- Bate o pé, faça assim como eu …
(bateria de boca)
- Everybody dance!…
(bateria de boca)
- Lá em cima tem o tiro-liro-li
- Cá embaixo tem o tiro-liro-lá…


18. CONCHETA (una canzione no piu autêntico e globale italianês)
Don Carlo melo/Don Cassiano Roda
1982

Querida Concheta, estoi a te ligare
Pra te convidare pra manjare con me
Comê unas brachola, queijo provolone
E na radiola a Rita Pavone
Despois unas pizza tipo califórnia
Tute mezza a mezza, má que bruta esbórnia
(Concheta, vita mia, ricorda quela note, en que nói fumo lá no show do Língua de Trapo, i ocê falô per me; sua putana, corna mansa, maledeta, disgraciata, ocê falô per me: fachiamo l’amore, fachiamo l’amore lá no meu beliche, e io te diche: má logo agora que io misturei cocomero com aliche, você vem me falá di amore? Di séquiço? Mai io tô com una bruta dolore no duodeno, i ocê falô per me: vá, vá! Má me toma un sar de fruta Eno! E a dolore, Concheta, a dolore foi aumentando, a dolore foi aumentando, aumentando… e io gritei pro garçon:)
Chega de espaguetti, suspende a escarola
Leva o capeletti, tira o gorgonzola
Traz un sar de fruta, Dio, tutaméia!
Questa pastaciutta me deu diarréia

Ficha Técnica

LÍNGUA DE TRAPO - VINTE E UM ANOS NA ESTRADA
Gravado ao vivo no Teatro Sesc Pompéia, São Paulo, nos dias 8 e 9 de janeiro de 2000.

“Os Língua” - LAERT SARRUMOR - vocal solo, SERGIO GAMA - guitarra, violão e vocal, CACÁ LIMA - baixo elétrico e vocal, VALMIR VALENTIM - bateria e percussão, ZÉ MILETTO - teclados e vocal, MOISÉS INÁCIO - performances cênicas e vocal

UNIDADE MÓVEL DE GRAVAÇÃO: AUDIOMOBILE
Engenheiros de som: Luiz Leme e Egídio Conde
Assistentes: Julian Conde e Hernani
Coberturas, edição e mixagem: Luiz Leme
Palpites: Laert Sarrumor
Masterização - Egídio Conde

Todos os arranjos do LÍNGUA DE TRAPO, exceto: Na Mourato e Bartolo Bar, de SERGIO GAMA, Funk do Bilau, de SERGIO GAMA e LAERT SARRUMOR (concepção), Ai, que vontade!, Movido a Álcool, O Cookie do meu Bem, de Laert Sarrumor e Zé Miletto

Elenco de apoio da capa - Carlos Melo e Guca domenico, Fotos do encarte - Silvio F. Bonadia, Produtor Fonográfico - Dabliú Discos e Vila Rica Produções, Direção de projeto fonográfico - José Carlos Costa Netto, Fábio de Sá Cesnik e Laert Sarrumor

Ficha Técnica do show - Realização - SESC SÃO PAULO - Produção - VILA RICA PRODUÇÕES, DCD PRODUÇÕES - Produção executiva - Paulo Euzébio Sobrinho, Gheisa Garcia, Roger Effori - Som - LOUDNESS - Operadores - Chileno (PA), Rubinho (monitor) - Assistentes de palco - Rafael e Ricardo - Luz - Zé Carlos - Assistentes -Espirro e Cícero - Divulgação - Laerte Vicente - Figurino e maquiagem - Silvano Ferreira - Assistente - Vera Lúcia - Camareira - Marineuza Paulino.

AGRADECIMENTOS
Fábio Cesnik, Danilo Santos de Miranda, Ivan Paulo Giannini, Cristina Madi, Sergio Batistelli, Mônica Carnietto, , Reinaldo Volpato, Vando Mantovani, Costa Neto, Cézar Finamori, Toninho, Carlos Melo, Mariangela Barella, Marcos Ribeiro Carvalho, Karl, Cristina Dias, Sandra Quixadá, Egidio Conde, Guca domenico, Marcia de Oliveira, Angela, Denise, Naira, Paulinho, Giseli e a toda galera do fã clube.
Ah, sim! E a VOCÊ, of course!






O Estudo Científico dos Bicho-Grilo
Texto de Carlos Melo

-O “Bicho-grilo porraloquensis” é resultado do cruzamento entre o intelectual da USP, o hippie da Bolívia e o capoeirista do Pelourinho.

-Ele se reproduz em cativeiro e habita os quarteirões entre as Ruas Fidalga e Rua Harmonia, na Vila Madalena. É reconhecidos por suas batas coloridas, lenços na cabeça e um vocabulário de apenas de quatro expressões: “só”, “meu”, “muito louco” e “tô louco pra caralho.”

-A alimentação básica do Bicho-grilo porraloquensis é arroz integral, batata barôa, empanada argentina, tofu e mais arroz integral.

-Alguns deles tomam cerveja e fumam um cigarrinho fino e perfumado.

-Os Bicho-grilo têm muitos filhotes.

-Eles ninam esses filhotes à noite com músicas do Beto Guedes e do Led Zeppelin.

-Também gostam de colocar nomes diferentes nos filhotes, como Cauê, Aritana, Lenine, Stalimir, Krishna ou Sidarta.

-Nos anos 90, com a proliferação dos bares de pagode e da novela “Vila Madalena”, os Bicho-grilo começaram a entrar em extinção.

-Não podiam mais dormir em redes na varanda e foram ficando cada vez mais tristes.

-Foi aí que aconteceu a grande fuga dos Bicho-Grilo em direção à Visconde de Mauá, São Tomé das Letras, Trindade e calçadas do Espaço Unibanco.

-Hoje existem poucos espécimes na Vila.

-Por causa disso, não coma um Bicho-Grilo.

-Se for inevitável, use camisinha.

-Vamos preservar a natureza. Boa noite.

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